Neste final de semana o programa Espaço Aberto com o Alexandre Garcia, da Globo News, chamou o secretário nacional de segurança, Luis Eduardo Soares, e o sociólogo Artur Trindade (professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília) para "debater" o uso, o comércio e o porte de armas no Brasil. Eu não estou brincando--a Globo chamou esse programa de "debate". Um nome melhor seria 'piada'. Pro leitor sentir o nível do atual secretário nacional de segurança, o programa começou com o Alexandre Garcia tendo de explicar pro cara a definição correta do termo 'armas leves'. Depois foi aquela ladainha de estatísticas que caem em dois grupos: as falsas e as irrelevantes. Agora, a Globo conseguir chamar isso de debate foi o melhor exemplo de que a última coisa que essa turma quer é debater qualquer coisa. Pra manter o nível a Globo deveria chamar o KIM Chong-il e o Fidel Castro pra um debate sobre liberdade de expressão.
domingo, 17 de agosto de 2003
quarta-feira, 6 de agosto de 2003
A legislatura do estado do Rio está aprovando um aumento do ICMS sobre armas de fogo. O ICMS deve ficar em torno de 200%. Esta é mais uma iniciativa da demagógica governadora do Rio, Rosinha Garotinho. Ontem à noite o diretor de Bangu III foi brutalmente executado, perante dezenas de testemunhas, na Avenida Brasil. A criminalidade no Rio está completamente fora de controle. E, no entanto, o grande alarde dos políticos do Rio é uma lei que só vai prevenir a obtenção legal de armas por cidadãos honestos e pobres. Desarmar bandidos é o que essa lei não irá fazer. Mas os políticos se divertem passando leis que só desarmam vítimas da violência, enquanto que eles andam com seguranças. A ajuda que os políticos cariocas dão ao banditismo é tão ou mais absurda do que a própria violência descontrolada. Não me surpreenderia saber que já tem dinheiro do narcotráfico ajudando a eleger muitas dessas figuras.
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11:19 AM
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Ainda sobre O Globo, o jornal escreveu num editorial pro-desarmamento civil de segunda-feira que "diante de dados irrefutáveis, deputados e senadores se convenceram da necessidade de começar a desarmar os brasileiros". Dados irrefutáveis? São irrefutáveis porque os editores do jornal se recusam a publicar qualquer entrevista ou pesquisa refutando os defensores da proibição do porte e da posse legal de armas. Daí então o termo "dados irrefutáveis". John R. Lott, Jr. já publicou vários artigos acadêmicos e dois livros ("More Guns, Less Crime" e "The Bias Against Guns") sobre a queda de crimes violêntos nos estados americanos que emitem portes pra qualquer cidadão que passasse por uma série de qualificações objetivas. O professor de direito e economia expôs sua carreira acadêmica ao publicar tal material. Ele foi demitido da Universidade de Chicago? Não--acabou convidado pra dar aula em Yale, onde trabalha atualmente. Já que o tema violência é de tanta importância pros brasileiros, porque que O Globo não entrevista esse cara, um dos maiores especialistas no assunto? Tem gente que fica chocada com os detalhes históricos da manipulação das informações que ocorria nos países comunistas e na Alemanha nazista. Mas essa gente não fica chocada com a manipulação atual. Acham naturalíssima ou acham que o outro lado do debate é irrelevante. Mas a manipulação do O Globo e da Rede Globo é gritante. Todos contra o desarmamento das vítimas da violência são membros do lobby das armas; aqueles a favor são "os especialistas". Os dados a favor do desarmamento civil são "irrefutáveis", quando na verdade esses dados não vêm de qualquer fonte acadêmica--muito pelo contrário, ou a fonte do dado é desconhecida pois é uma mentira que já foi repetida mil vezes e se tornou verdade, ou ela é um grupo ou pessoa abertamente a favor desarmamento civil, tipo Rubens César Fernandes.
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12:51 PM
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Veja se não está tudo trocado no Brasil. O coordenador de segurança do complexo penitenciário de Bangu, Paulo Rocha, é assassinado a tiros no seu carro, na Avenida Brasil do Rio, e O Globo dedica 60 palavras ao tema na primeira página. No interior do jornal, a cobertura foi de meia página. Cinco dias depois é assassinado em Bangu 3 o "Marcinho VP". O Globo ontem, na sua primeira página, tinha 150 palavras e duas fotos dedicadas à morte do bandido. No interior do jornal a cobertura foi de duas páginas. A cobertura extensiva do assunto continuou na rádio CBN de ontem e no jornal de hoje--com outra página inteira.
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10:41 AM
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
A enxurrada de mentiras e baboseiras continua diante da aprovação do "Estatuto do Desarmamento", que eu prefiro chamar de "Estatuto do Desarme das Vítimas da Violência". A Globo, como sempre, é a locomotiva do desarmamento civil. Ninguém em sã conciência pode achar que a proibição do porte por civis que passam por todas as exigências burocráticas vai diminuir a violência. E não é preciso ser um engenheiro aeroespacial pra achar que na verdade tal proibição vai piorar a violência. Ou o pessoal da Globo é muito burro, ou então são mais um exemplo clássico de crentes seculares que acreditam na criação do paraíso na terra. Num país que se caracteriza pelo fenômeno de 'favelização', isto é, pelo informalismo--seja ele no mercado de moradias, no mercado de transporte público, no mercado de comércio varejista, no mercado de mão de obra--, nós estamos a caminho da informalização completa da defesa pessoal de civis, tanto nas ruas como dentro de casa. Eu ou alguém mais vai deixar de defender a própria família contra estupro ou ameaça de morte porque Luiz Eduardo Greenhalgh ou a maioria absoluta dos meus compatriotas desejam tal nível de submissão? A resposta me parece obvia. A proibição do porte por civis e a criação da 'prova de necessidade' pra ter arma em casa vão aumentar o número de transgressões das leis, tanto por parte dos bandidos, que serão mais audazes, como por parte das vítimas, que recorrerão ao mercado negro pra se defender.
Os anti-armas dão argumentos absurdos. Um deles diz que os bandidos são profissionais usuários de armas e que portanto eu não tenho chances contra eles, ou então que as minhas chances de reação são tão pequenas que o meu direito a auto-defesa não merece existir. Esse argumento erra em vários pontos. Primeiro porque eu tenho chances contra eles. Se alguém quebrar uma janela da minha casa pra entrar aqui a noite, o sujeito vai morrer com certeza. Reconheço que nem sempre a vítima é notificada do que vai ocorrer, mas dizer que ela 'não' tem chance contra o bandido é mentira. Segundo, esse argumento erra ao achar que o meu direito inalienável à auto-defesa está condicionado a minha habilidade superba de exercê-lo. Não está. Desde quando somente autores de livros e jornalistas podem excercer o direito de expressão? Desde quando somente advogados e cientistas políticos têm o direito de representar o povo numa legislatura? O outro argumento absurdo diz que nós devemos proibir a venda de armas porque os bandidos, na grande maioria, usam armas roubadas. Ora, se esse argumento for válido, a lista de produtos a serem banidos é longa. Vamos começar pela as motos e carros. A grande maioria dos crimes são cometidos com o uso de motos e carros roubados. Todos nós podemos nos transportar usando táxis e ônibus que são conduzidos por profissionais. A analogia então com as armas é perfeita. Deveriamos também banir todos os pequenos objetos de alto valor, como jóias, relógios caros, laptops etc. Praticamente todos esses objetos nas mãos de bandidos--como lembra o Rubens Lessa no livro de visitantes desse site--são roubados. Além disso, eles facilitam tremendamente a angariação de fundos ilícitos que ajudam a armar a bandidagem com o que há de melhor. A gente não pode punir praticamente toda a população porque menos de 1% dela faz uso ilícito de um produto. Sou a favor de aumentar a punição daqueles que fazem uso ilícito de armas--roubadas ou não--, mas não de punir a população inteira por esse uso ilícito que ela não exerce. O mais ridículo desse argumento é que está perfeitamente claro que os bandidos estão se armando fortemente com produtos que não se encontram nas lojas brasileiras. Ou seja, mesmo antes de uma proibição total da venda LEGAL de armas, o lucrativo contrabando já está despejando nas grandes cidades uma quantidade monstruosa de armas e munições vindas de fora do país. Os calibres chamados de 'permitidos' pelo exército são o mínimo que se aconselha no uso defensivo--ou ofensivo--e os bandidos estão reagindo a esse fato. Se a proibição da venda legal de armas produzisse uma escassez no mercado negro, os bandidos reagiriam com uma ampliação do contrabando? Claro que sim. Aqueles que matam, estupram e sequestram pouco se importam com a origem das suas ferramentas de trabalho. Só as vítimas saem perdendo com o fim do comércio legal de armas pois ou elas se rendem de cara pros bandidos ou então usam uma arma e acabam presas numa cela cheia de criminosos.
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8:41 AM
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sexta-feira, 11 de julho de 2003
Hoje de madrugada bandidos mataram quatro seguranças de empresas privadas aqui no Rio. Pelo o jeito o poder de fogo vastamente superior dos bandidos explica as mortes. É diante desse quadro--bandidos super bem armados, população ordeira mal armada--que se fala em acabar com a venda legal de armas. Ou seja, agora você nem poderá comprar um .38, enquanto que os bandidos continuarão andando por aí de fuzil, pistolas .40 S&W etc. Ah, mas segundo o governo, isso é pro nosso próprio bem, pois nós não temos cérebro suficiente pra saber reagir! Quem sabe reagir são policiais à paisana, juízes, promotores, legisladores etc--isto é, membros do governo, com sua sabedoria imensamente superior àquela dos que produzem riquezas e pagam impostos. Mas faz sentido: os inteligentes cagam as regras enquanto que nós, contribuintes burros, ficamos à mercê dos bandidos e governo.
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4:41 PM
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terça-feira, 8 de julho de 2003
A Rede Bobo continua sem o menor pingo de vergonha na cara a sua campanha pela a proibição da posse legal de armas. Quando ela toca no assunto no Jornal Nacional, só entrevista "especialistas" contra a medida; a idéia de entrevistar o economista e professor de direito John Lott, nem por cinco minutos, está longe de acontecer, apesar da enorme importância dos projetos de lei que agora o congresso discute. É até risível o nível de parcialidade da emissora. As pessoas que acham que tal proibição não vai adiantar nada estão enganadas. A proibição do porte e da posse de armas vai PIORAR a violência tremendamente. E essa piora levará o governo à sugerir medidas mais draconianas como "um amargo remédio necessário". No Brasil a gente já viu esse filme uma centena de vezes.
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12:03 PM
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sábado, 24 de maio de 2003
Anthony Garotinho, Secretário de Segurança, 24/5/03: "Rio não está entre os estados mais violentos do país".
Hahaha. A gente tem de rir dessa turma, pois as outras opções são morrer de raiva ou de depressão profunda. É muita idiotice no poder. Impressionante. Se cada povo tem o governo que merece, a liderança política do Rio, estado e município, fala muito mal do carioca. Quando não é a anta do Anthony, é a anta do Cesar promovendo o museu de um quarto de bilhão de dólares pra uma cidade que só não atraí turistas porque a violência está fora de controle. Se os turistas não estão vindo pro Rio pra ver Ipanema, Copacabana e Barra, dá pra imaginar que eles virão pra ver mais um Guggenheim? Novamente: É muita idiotice!
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11:09 PM
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Na integra o artigo da Ms. Rosenbaum do Wall Street Journal gozando os planos de expanção do Guggenheim:
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Perpetual Motion: Where Next for the Guggenheim?
In the Fray
By LEE ROSENBAUM
Last month, the Solomon R. Guggenheim Foundation announced plans for the Guggenheim Museum Rio de Janeiro, to be designed by French architect Jean Nouvel. The 240,000-square-foot museum will include a 115-foot waterfall in a tropical rain forest with Brazilian flora and fauna, and a glass-ceilinged entrance hall with underwater views of a reflecting pool. Its cost is variously estimated to be $130 million (according to Cesar Maia, Rio's mayor) and $250 million (according to Thomas Krens, the Guggenheim's director). As with its satellite museum in Bilbao, Spain, the Guggenheim will receive a multimillion-dollar fee from the host city for the use of its name. It will also be paid a $4.18 million fee from Rio during the museum's development phase.
On Friday, just nine days after that announcement, the president of the Venetian Resort in Las Vegas revealed that it was permanently shutting down the larger of its two Guggenheim spaces, which may be converted into a theater.
Ever resilient, Mr. Krens is already seeking new continents to conquer. Next stop -- Taichung in Taiwan, where a feasibility study is already under way. And there is more to come. A disgruntled former employee, laid off during the 43% staff reduction caused by the museum's post-9/11 budget shortfall, has provided The Wall Street Journal with the secret draft of a press release announcing yet another projected branch:
NEW YORK -- June 1, 2010 -- Today Thomas Krens, Director of the Solomon R. Guggenheim Foundation, announced plans for the Guggenheim Museum Antarctica. Embedded in the Earth's southern ice cap, the museum will feature an enclosed Vaseline-slicked skating rink, conceived by Matthew Barney, hailed by the New York Times, in a review of his 2003 Guggenheim exhibition, "The Cremaster Cycle," as "[H]ands down . . . the most compelling, richly imaginative artist to emerge in years." Another amenity will be "Torqued Bobsled Run," designed by Minimalist sculptor Richard Serra and fabricated in his trademark material of massive sheets of steel. Two ice-walled galleries will display the last 10 artworks from the permanent collection of the Guggenheim, the rest having been gradually sold off to cover debt service and other costs associated with the museum's 18-year expansion program.
Despite skating on thin ice financially, the far-flung art museum still sees worlds left to conquer.
"We cannot be a truly Global Guggenheim until we have a foothold on each continent," observed Mr. Krens at last week's Guggenheim Summit in New York, attended by the directors of the Guggenheims Venice, Berlin, Bilbao, Rio, Taichung, Nairobi and Perth. "When our final Guggenheim on this planet opens in 2015 at the North Pole, we will at last have accomplished our goal of being not only global but bipolar."
In keeping with the Guggenheim's practice of using eye-catching architecture to distract from the uneven programming within, Mr. Krens announced that the Guggenheim Antarctica will be designed by the husband-and-wife team of Diller + Scofidio, best known for their 2002 Swiss Expo "Blur Building," so named because it is shrouded in a fog of mist sprayed from nozzles on its exterior. Their new museum, to be known as the "Brrrr Building," will be in the shape of a dogsled. Because its chief material will be ice, it will be the least expensive construction project so far, in line with the comparatively low attendance projected for this challenging climate. "Cost containment is essential because, unlike other international venues, Antarctica has no one willing to pay us tens of millions of dollars for use of the Guggenheim name," said Mr. Krens. "There are only penguins there."
The 10 paintings of the Antarctic Collection will be supplemented by art from the Guggenheim's new partner, the Saatchi Gallery of London. It will lend new work by Chris Ofili and Damien Hirst, among other MABAs (Middle-Aged British Artists), for an inaugural exhibition titled "Insensate." This will be followed by "The Art of the Snowmobile," a sequel to the museum's acclaimed high-octane cultural event of the 1990s, "The Art of the Motorcycle." This dynamic museum will be always in motion, thanks to the constant shifting of polar floes.
Mr. Krens commented that "the plans for the new museum are part of a tundra development plan that will anchor the rehabilitation of Antarctica and bring new jobs and new visitors, much as Frank Gehry's museum transformed Bilbao. This will be global warming in the best sense," he said. "It also continues our policy of diverting attention from our financial and management difficulties in New York by expanding abroad."
"The Guggenheim Antarctica will surely be a museum for the new millennium and beyond," Mr. Krens commented. "Speaking of beyond," he added, "we have already started our next feasibility study. It is for a location we are not yet prepared to disclose. But let me say that if realized, it will represent one small step for the Guggenheim, one giant leap for mankind."
Ms. Rosenbaum is a contributing editor of Art in America magazine.
Updated May 13, 2003 9:47 a.m.
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12:18 PM
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A nova do O Globo é dar na cabeça de empresas que mencionam a violência descontrolada do Rio. Primeiro com a reportagem sobre o anúncio de um hotel de Búzios que mostrava a foto de um ônibus incendiado, cena que está se tornando um cartão postal da cidade maravilhosa. Agora a reportagem de primeira página entitulada 'Banco Exporta Medo da Violência', que comenta sobre um email do Citigroup pros seus mais de 200.000 funcionários sugerindo o uso do Santos Dumond, entre outras coisas.
Essa reação do O Bobo é no mínimo bizarra. Notícias da violência carioca têm saido nos maiores jornais do mundo. Semana passada mesmo havia um artigo de primeira página no Wall Street Journal sobre o extermínio de bandidos na favela Rio das Pedras. A circulação diária daquele jornal é de quase dois milhões de cópias. Havia também semana passada longas reportagens sobre a violência carioca no New York Times (circulação um pouco acima de um milhão) e na revista The Economist (circulação de 880.000).
O que deveria ser destaque de primeira página no O Bobo é a reação do prefeito do Rio, Cesar Maia, ao email do Citigroup:
"É uma enorme besteira, até porque, em quantidade, ocorrem menos problemas na Linha Vermelha do que na Avenida Paulista. Poderiam chamar a atenção na mensagem para o fato de que os problemas na Linha Vermelha não são assaltos a motoristas."
Dá pra acreditar? Já imaginou o Citigroup dizendo no email: "By the way, don't worry too much about the Red Line Highway in Rio because its biggest problem isn't robbery, like in Avenida Paulista, but rather the daily exchange of machinegun fire between the police and drug lords. And in case you are wondering, these are not submachineguns using handgun calibers; no, these are the real thing and they fire the .223, the .308 and the 7.62x39. Thus don't bother about renting an armored car. Just relax and enjoy your trip!" Essa figura é a mesma que quer gastar milhões num novo museu de arte pro Rio, uma cidade que, tirando a violência, tem do melhor pra atrair turistas.
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