Há um excelente texto de seis páginas do professor Luiz Tadeu Viapiana, no site In-correto (http://www.incorreto.com.br/), sobre a falácia da idéia de que a diminuição da posse e do porte legais diminuirá a criminalidade. O professor demonstra de maneira simples que, se há uma relação causal entre posse/porte legais e criminalidade, esta relação é o inverso daquela inculcada pela a Rede Globo e o seu lobby da submissão. Para ler o texto, tente este link.
quinta-feira, 25 de setembro de 2003
quinta-feira, 18 de setembro de 2003
As mudanças que o congresso fez ontem no Estatuto do Desarmamento foram sensatas, apesar da tentativa da Rede Globo e do resto do lobby da submissão de instaurar pânico na população. Todas as mudanças fazem o maior sentido. A melhor mudança, a meu ver, foi retirar a exigência de uma prova de necessidade na compra de uma arma. Essa exigência permitiria que o estado, na prática, acabasse com a venda legal de armas. Afinal, em geral só se pode provar a necessidade de uma arma depois que algo muito grave já aconteceu. Arma é o tipo de coisa que você compra na esperança de não precisar usar. É melhor tê-la e não precisar dela do que precisar dela e não tê-la.
A Rede Globo não faz jornalismo sobre segurança pública no Brasil. Jornalismo fala principalmente sobre o que aconteceu, não sobre o que deve acontecer. O Globo, por exemplo, reportou hoje na sua primeira página: 'Lobby das armas desfigura projeto'. Ou seja, na visão desse "jornal", o projeto de lei não está mais no seu estado natural: bem truculento contra a posse e o porte legais. Este "jornal" é na verdade uma ferramenta de marketing, a mais formidável do Brasil. Note tudo que a Rede Globo faz pra passar esse projeto. Ela mistura rádio--principalmente a CBN--, jornais e televisão--novelas e telejornais--numa blitzkrieg manipulatória do povo. As evidências são tantas que seria tedioso pro leitor e pra mim revê-las aqui. Basta notar somente uma gigantesca: Não sai um pio do seu "jornalismo", muito menos na televisão, sobre a participação estrangeira no lobby da submissão. Isso não é teoria de conspiração. Vem do próprio site do Viva Rio: Em 2002, o total de contribuições estrangeiras só pras campanhas do Viva Rio de desarmamento da população foi quase cinco vezes superior ao gasto do chamado lobby das armas no mesmo ano. A Rede Globo é um importantíssimo membro deste lobby da submissão. O marketing, por exemplo, que ela fez nos jornais, na CBN, nos telejornais e na novela das oito pra promover e esclarecer como deveria ser a passeata do último domingo vale milhões de reais.
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4:26 PM
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domingo, 14 de setembro de 2003
Se Deus é realmente brasileiro, deixou claro hoje que é contra o desarmamento das vítimas brasileiras da criminalidade. Choveu muito e, pra padrões cariocas, fez um frio intolerável durante a passeata da Globo (com apoio do Viva Rio) pelo entreguismo da população brasileira ao banditismo, digo, pelo Estatuto do Desarmamento. A hipocrisia do evento todo é tão grande que me da vontade de vomitar. Como pode uma pessoa com um Q.I. superior ao de uma ameba não perceber que tudo não passa de uma farsa? Vejam só essa notícia do próprio Globo On Line (14/9/03): "Os atores da novela 'Mulheres Apaixonadas' foram à frente, protegidos por seguranças". E ai de quem entrasse na frente deles--o infeliz seria fuzilado no ato pois afinal isso era uma encenação que sairá na novela. O que não era encenação eram os seguranças da Globo, que, como todos sabem, usam pistolas calibre .40 S&W pra defender os GLOBAISHHHHH. A mensagem dessa frente da passeata era a seguinte: "Na ficção, somos à favor de nos desarmar pra nos proteger, mas na prática andamos protegidos com seguranças da pesada."
O besteirol obviamente continuou. O Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), outro presente, disse: "Quem tem necessidade de usar armas, terá o porte garantido. O que o estatuto faz é tornar inafiançável o porte ilegal de armas". MENTIRA. Eu e minha família temos a necessidade de usar armas pois moramos numa cidade pavorosamente violenta, e no entanto esse panaca--não conheço palavra melhor pra descrever este ser--quer exatamente nos proibir de portar armas. Ele quer que a nossa segurança dependa, tempo integral, do estado--aquele que não consegue promover a segurança nem dentro dos presídios.
Outro depoimento infeliz foi o do Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan): "Não podemos voltar à Idade da Pedra, quando defendíamos a nós mesmos". É exatamente pra Idade da Pedra que estamos voltando ao passar leis que não ajudam um pai de família, ou uma mulher sozinha, a se defenderem de atos universalmente considerados abomináveis; leis que levam o indivíduo a não mais poder contar com a ajuda de um vizinho, ou de um pedestre na rua, mas sim com instituições que não existem quando mais precisamos delas; leis que não distinguem a diferença entre o bem e mal; leis que não são baseadas na lógica, no conhecimento ou na verdade dos fatos, mas sim nos mitos das massas perpetuados pela a ignorância e pela a burrice; leis que assumem que os homens não são responsáveis pelos seus atos e que portanto retiram deles liberdades das quais somente pessoas responsáveis podem gozar. E o Estatuto do Desarmamento se enquadra em todos estes casos. Por sinal, um vizinho do Eduardo que eu conheço se refere a ele como "Don Corleone" devido ao esquema milionário de seguranças armados que o protege noite e dia e de carros-blindados que transportam ele e sua família. Ou seja, ele diz que a auto-defesa é uma coisa da Idade da Pedra, algo que a ralé deve renunciar pra que esta dependa integralmente do estado, enquanto que a integridade dele e de sua família não depende deste mesmo estado sequer um segundo.
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2:44 PM
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quinta-feira, 11 de setembro de 2003
E falando de patológica arrogância para com a realidade, essa estatística repetida por anti-armas de que 70, 80 ou 90 por cento--o que quer que seja--dos homicídios são perpetrados por pessoas normais, com armas legais, num surto de raiva, é um dos números mais loucos que já ouvi. Mas essa estatística está sendo repetida o suficiente pra se tornar, em breve, verdade incontestável.
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12:25 PM
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Uma coisa que me surpreende muito nos brasileiros, mesmo entre os bem educados (supostamente), é a sua paixão por novas leis. Pior ainda, as pessoas não veem dois palmos diante do nariz as conseqüências das novas leis que defendem, e nada se importam com a utilização das leis já existentes. Proibir, por exemplo, a posse de armas dentro de casa, mesmo com o respaldo de um plebiscito, vai simplesmente informalizar por completo o comércio de armas. Num país onde já há tanta informalidade--na moradia, no comércio varejista, na manufatura, na importação, no transporte público--, porque achar que essa não será mais uma? Por que achar que tal proibição vai trazer qualquer vantagem pra um governo que perderá por todo o controle sobre a aquisição de armas? Com tanta evidência nas nossas caras de que a informalidade brota toda vez que a gente cria barreiras legais e/ou onerosas pra vida formal, a defesa da proibição da venda de armas mostra uma patológica arrogância para com a realidade.
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12:04 PM
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segunda-feira, 18 de agosto de 2003
É impressionante o que se diz de besteira quando o tema é estatística. Pra dar uma idéia ao leitor, semana passada ouvi um repórter da CBN entrevistar uma figura responsável pela a colocação, no estado do Rio, de placas de sinalização de trânsito que serão mais fáceis de se ler do que as atuais. A idéia é facilitar a vida dos turistas pra evitar, por exemplo, que eles tomem a saída da Linha Vermelha que leva ao Complexo da Maré. O entrevistado justificou a iniciativa com uma pesquisa de turistas internacionais, feita no Rio, onde os turistas indicavam que a sujeira, o precário transporte público e a má sinalização eram problemas maiores do que a violência. O repórter achou bizarro a violência vir em quarto lugar, mas não questionou a pesquisa.
Ora, é claro que essa pesquisa tem um enorme problema: uma amostragem extremamente tendenciosa. O sujeito que faz turismo numa das cidades mais violentas do mundo é por definição alguém que, por uma razão ou outra, menospreza o problema da violência. O ideal seria entrevistar potenciais turistas como um todo. O Rio perde milhares de turistas por ano por causa da violência e não por causa da má sinalização do trânsito.
O mais triste dessa história é que os estudos brasileiros suportando o desarmamento civil sofrem de falhas idênticas. Será que algum pesquisador do Viva Rio ou delegado metido a estatístico vai pegar uma cópia do "More Guns, Less Crime" pra evitar esse tipo de falha numa pesquisa criminalística? Tenha a certeza absoluta de que não. Mesmo que ele ou ela quisesse, a pessoa seria demitida imediatamente.
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1:37 AM
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domingo, 17 de agosto de 2003
Neste final de semana o programa Espaço Aberto com o Alexandre Garcia, da Globo News, chamou o secretário nacional de segurança, Luis Eduardo Soares, e o sociólogo Artur Trindade (professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília) para "debater" o uso, o comércio e o porte de armas no Brasil. Eu não estou brincando--a Globo chamou esse programa de "debate". Um nome melhor seria 'piada'. Pro leitor sentir o nível do atual secretário nacional de segurança, o programa começou com o Alexandre Garcia tendo de explicar pro cara a definição correta do termo 'armas leves'. Depois foi aquela ladainha de estatísticas que caem em dois grupos: as falsas e as irrelevantes. Agora, a Globo conseguir chamar isso de debate foi o melhor exemplo de que a última coisa que essa turma quer é debater qualquer coisa. Pra manter o nível a Globo deveria chamar o KIM Chong-il e o Fidel Castro pra um debate sobre liberdade de expressão.
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11:49 PM
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quarta-feira, 6 de agosto de 2003
A legislatura do estado do Rio está aprovando um aumento do ICMS sobre armas de fogo. O ICMS deve ficar em torno de 200%. Esta é mais uma iniciativa da demagógica governadora do Rio, Rosinha Garotinho. Ontem à noite o diretor de Bangu III foi brutalmente executado, perante dezenas de testemunhas, na Avenida Brasil. A criminalidade no Rio está completamente fora de controle. E, no entanto, o grande alarde dos políticos do Rio é uma lei que só vai prevenir a obtenção legal de armas por cidadãos honestos e pobres. Desarmar bandidos é o que essa lei não irá fazer. Mas os políticos se divertem passando leis que só desarmam vítimas da violência, enquanto que eles andam com seguranças. A ajuda que os políticos cariocas dão ao banditismo é tão ou mais absurda do que a própria violência descontrolada. Não me surpreenderia saber que já tem dinheiro do narcotráfico ajudando a eleger muitas dessas figuras.
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11:19 AM
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Ainda sobre O Globo, o jornal escreveu num editorial pro-desarmamento civil de segunda-feira que "diante de dados irrefutáveis, deputados e senadores se convenceram da necessidade de começar a desarmar os brasileiros". Dados irrefutáveis? São irrefutáveis porque os editores do jornal se recusam a publicar qualquer entrevista ou pesquisa refutando os defensores da proibição do porte e da posse legal de armas. Daí então o termo "dados irrefutáveis". John R. Lott, Jr. já publicou vários artigos acadêmicos e dois livros ("More Guns, Less Crime" e "The Bias Against Guns") sobre a queda de crimes violêntos nos estados americanos que emitem portes pra qualquer cidadão que passasse por uma série de qualificações objetivas. O professor de direito e economia expôs sua carreira acadêmica ao publicar tal material. Ele foi demitido da Universidade de Chicago? Não--acabou convidado pra dar aula em Yale, onde trabalha atualmente. Já que o tema violência é de tanta importância pros brasileiros, porque que O Globo não entrevista esse cara, um dos maiores especialistas no assunto? Tem gente que fica chocada com os detalhes históricos da manipulação das informações que ocorria nos países comunistas e na Alemanha nazista. Mas essa gente não fica chocada com a manipulação atual. Acham naturalíssima ou acham que o outro lado do debate é irrelevante. Mas a manipulação do O Globo e da Rede Globo é gritante. Todos contra o desarmamento das vítimas da violência são membros do lobby das armas; aqueles a favor são "os especialistas". Os dados a favor do desarmamento civil são "irrefutáveis", quando na verdade esses dados não vêm de qualquer fonte acadêmica--muito pelo contrário, ou a fonte do dado é desconhecida pois é uma mentira que já foi repetida mil vezes e se tornou verdade, ou ela é um grupo ou pessoa abertamente a favor desarmamento civil, tipo Rubens César Fernandes.
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12:51 PM
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Veja se não está tudo trocado no Brasil. O coordenador de segurança do complexo penitenciário de Bangu, Paulo Rocha, é assassinado a tiros no seu carro, na Avenida Brasil do Rio, e O Globo dedica 60 palavras ao tema na primeira página. No interior do jornal, a cobertura foi de meia página. Cinco dias depois é assassinado em Bangu 3 o "Marcinho VP". O Globo ontem, na sua primeira página, tinha 150 palavras e duas fotos dedicadas à morte do bandido. No interior do jornal a cobertura foi de duas páginas. A cobertura extensiva do assunto continuou na rádio CBN de ontem e no jornal de hoje--com outra página inteira.
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10:41 AM
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