sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Em Terra de Desarmado, Vale Tudo

Olha como é fácil atacar vários cariocas juntos, em público!
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Globo On-Line 17/09/04

Menores atacam no sinal

As mesmas caras, histórias semelhantes, propósitos diferentes. Em vez de menores dando show de malabares ou vendendo doces, os motoristas que passaram anteontem pelo Leblon, próximo ao Clube de Regatas do Flamengo, foram surpreendidos por uma gangue de jovens que, infiltrada entre outros pedintes, os atacou para roubar, quebrando os vidros dos carros com pedras e garrafas PET cheias de entulho. Levaram dinheiro e toca-fitas. A ação de cerca de 20 menores aconteceu pouco depois das 18h e alguns chegaram a temer que se tornasse um arrastão. Duas motoristas registraram queixa na delegacia. Como a delinqüência roubou a cena do problema social, a polícia endureceu ontem na repressão aos menores que vagam pelas ruas da Zona Sul. Até o fim da noite, 19 haviam sido detidos, a maioria menores de idade. Nove foram liberados. O comandante do 23 BPM (Leblon), Jorge Braga, mandou instalar na manhã de ontem um trailer que passará a funcionar por tempo indeterminado como um posto avançado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, quase na esquina com a Mário Ribeiro, considerado um ponto crítico para o policiamento. O trailer já esteve ali, mas fora transferido em junho para a Rua Timóteo da Costa, no Leblon, para coibir assaltos a apartamentos que aumentaram em maio.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Caso do Charuto: Cidade Louca ou Abuso de Poder Racional? Infelizmente Ambos

Enquanto rola uma guerra civil aberta no Rio, onde cada dia é uma verdadeira roleta russa para todo cidadão--dentro ou fora de casa--, uma delegada cuja mãe se envolveu num bate-boca--por causa de um charuto!--acha natural o cerco que a polícia civil fez à churrascaria onde ocorreu o bate-boca. O trágico desta história é que ela demonstra mais uma vez que o policial age racionalmente ao se preocupar com leis pouco importantes (no final das contas o fumante estava numa área de fumo legal. Mas quem vai lá saber disso com as milhões de leis que temos?) enquanto leis sérias são violadas. Se você fosse um policial você perseguiria um motorista com um celular na mão ou um com uma Glock? No Brasil as pessoas acreditam que tudo se soluciona com mais leis, mas jamais consideram os custos, embutidos ou explícitos, que essas leis geram. Você vê isso o tempo todo. Um belo exemplo, não-relacionado à violência mas que me deixa doido, são as restrições às construções legais nas encostas do Rio, e o apoio que a elite carioca dá a tais restrições. Ora, se estas restrições só gerassem o benefício de morros verdes, sem custos para a sociedade, seria uma beleza. Mas obviamente este não é o caso. Além de suprimir a oferta de moradia formal, o que aumenta o seu custo e consequentemente a demanda pela alternativa--a favela--, você acha que agentes governamentais vão perseguir o Zé que vai erguer um barraco no morro? Claro que não. Os fiscais, racionalmente, tem todos os incentivos de perseguir as construções formais haja visto que elas envolvem muito mais dinheiro e certamente estão violando uma ou mais das quinhentas milhões de leis utópicas que temos. Então a escolha que temos não é entre montanhas verdes ou montanhas povoadas formalmente, mas sim entre montanhas favelizadas ou montanhas povoadas formalmente. Acho que no Rio você só vai encontrar meia dúzia de pessoas que entendem isso--incluindo na contagem o seu caro autor. É realmente o caso de uma elite que não pensa direito e o resultado é o atual Rio.
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Globo On-Line 9-9-04

O secretário de Segurança, Anthony Garotinho, determinou a instauração de inquérito para investigar por que seis patrulhas da Polícia Civil foram no domingo passado a uma churrascaria em Ipanema para intervir num bate-boca por causa de um charuto, envolvendo a mãe de uma delegada e o filho de um militar. "O inquérito da Polícia Civil vai apurar se houve abuso policial e, se houver irregularidades, eles serão punidos", disse Garotinho.A discussão aconteceu por causa da fumaça do charuto e envolveu a pedagoga Marina Muniz, mãe da delegada Monique Vidal, e o filho do coronel da Aeronáutica Hermano Sampaio. Seis patrulhas da Polícia Civil, sendo três da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), grupo de elite da corporação, foram parar na porta da churrascaria. O delegado Ricardo Martins, diretor do Departamento de Polícia da Capital, disse ontem, no entanto, que foi instaurado até agora apenas um procedimento para apuração preliminar. Segundo ele, só será instaurado inquérito caso fique comprovada qualquer transgressão. O delegado pediu informações ontem à 14ª DP (Leblon) e ao Centro de Comunicação da Polícia Civil para saber como as equipes da Core foram acionadas. "É prematuro fazer qualquer comentário. Há até agora muitas histórias", alegou Ricardo Martins. Monique Vidal, titular da 12ª DP (Copacabana), classificou como natural o cerco à churrascaria. O bate-boca começou no bar da churrascaria, onde é permitido fumar.

sábado, 11 de setembro de 2004

Mini-Prisões Para as Vítimas da Violência

Segue abaixo uma foto da reforma de segurança na casa dos meus avós--99 e 91 anos--, vítimas de dois assaltos a mão armada nos últimos seis meses, dentro da residência. Já que os nossos governos não cumprem uma função básica--manter os bandidos presos--, cada casa e prédio do Rio tem de ser uma mini-prisão para manter os bandidos "presos" do lado de fora. Agora os governos estão tentando tirar as armas de dentro dos lares. Sou só eu que tem a forte impressão de que nossos governantes estão do lado dos bandidos?



quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Desarmando os elementos inofensivos

Veja como o Rio está ficando mais seguro com a compra de armas de civis pelo governo:

"O padre Agostinho Preto entregou uma espingarda de caça que pertencia à família dele. Além da arma do religioso, que celebra missas na Paróquia de São José Operário, também foram entregues dois revólveres (calibres 32 e 38) e uma carabina". (Globo Online, 9-9-04)

Essa notícia seria engraçada se não fosse pelo desperdício de dinheiro do contribuinte. Bom, mas se você acha que é uma boa se desarmar numa das cidades mais violentas do planeta, você pode também ligar para a polícia civil ir buscar suas armas. Nada como começar o seu desarmamento com este serviço especial a domicílio. Ligue para 3399-3326 para agendar o encontro.

sábado, 28 de agosto de 2004

Prestações de Contas do Viva Rio e o Verdadeiro Lobby Por Trás da Insegurança Pública

A prestação de contas do Viva Rio--entidade que lidera o desarmamento civil no Brasil em parceria com a Globo --sobre o ano de 2003 mostra que o total de doações internacionais para a entidade aumentou 64% em um ano, de $4.794.797 para $7.861.849. O segundo maior doador, com $1.737.445, é um órgão do governo britânico: Department for International Development (A prestação de contas descreve o doador como "DFID" somente. Em 2002 o governo britânico doou mais de um milhão de reais). As doações estrangeiras em 2003 representaram 46% do faturamento do Viva Rio, versus 27% em 2002. Ao contrário do ano passado, este ano a prestação de contas não explica como o dinheiro estrangeiro foi gasto. Em 2002 o Viva Rio gastou 83% das doações estrangeiras ($3.972.254) em campanhas para desarmar os brasileiros (leia-se "Segurança Pública e Direitos Humanos" na prestação de contas). Uma pena os jornais brasileiros estarem acobertando estes fatos.

sábado, 14 de agosto de 2004

"Todos Têm Armas"

Veja como uma população previne saques generalizados numa região devastada por um furacão sem pedir aos políticos (inutilmente) um policial em cada esquina. E o país em questão é muito mais rico que o Brasil. O artigo foi tirado do Yahoo News hoje e fala da destruição causada ontem a noite pelo furacão Charlie na região central da Florida:
[...]

He [Harry Thomas] spent the night at his friend's home but returned to the motel shortly after the storm passed on Friday to protect it from looters. "Everybody's got guns," he said.

Lines of ambulances raced into the area to transport patients from hospitals damaged by the storm. FEMA said the hurricane damaged or destroyed six hospitals in Florida.

In Port Charlotte, Terry Frye stood guard at his home on Harbor View Lane, where part of the roof collapsed and destroyed his wife's prized piano.

Frye, a Vietnam veteran, carried a 12-gauge shotgun and had a pistol tucked into his belt. He had scrawled "looters will be killed" on one side of his house and "Allstate," the name of his insurance company, on the other.

"It was a hell of a storm," said Frye, who stayed home during Charley's passage to protect the property while his wife went to a shelter.

quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Tradição do Roubo

Se a casa de um desses futuros advogados for assaltada um dia, espero que ele se lembre de que o roubo é uma tradição brasileira que tem de ser cultivada! Note na última frase como funciona a mente dessa turma. A coisa fede.
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Calote do Dia do Pendura acaba na delegacia (Globo On-Line)

É tradição: a 11 de agosto, Dia do Advogado, o almoço dos aspirantes à carreira fica por conta dos seus futuros clientes, os donos dos restaurantes. Ontem, no entanto, os estudantes que tentaram pendurar a conta no Giuseppe Grill, na Rua da Quitanda, não convenceram os policiais da 1 DP (Centro): depois de muita confusão, 19 dos 22 amigos que comemoravam o Dia do Pendura foram autuados por fraude e serão julgados por um Juizado Especial Criminal.

A confusão começou por volta das 16h, quando o grupo que havia chegado ao restaurante decidido a seguir a tradição terminou o almoço, cuja conta foi de R$ 1.218,36. Eles cantaram, fizeram discursos e anunciaram que não iam pagar.

O gerente Paulo Almeida, que está há 8 anos no ramo, afirmou que tão logo percebeu a intenção do grupo, perguntou se o encontro estava relacionado ao Dia do Pendura:

--Se eles tivessem assumido que iriam pendurar a conta, teríamos chegado a um acordo e oferecido um almoço com restrições, como já fizemos em outras casas da rede. Eles no entanto, não só negaram, como pediram bebidas alcoólicas e o que havia de mais caro no cardápio. Polícia leva acusados em 5 carros para a delegacia Os estudantes, que não quiseram se identificar, negam. Segundo eles, o gerente logo viu do que se tratava. Eles disseram que ao fim do almoço o restaurante teve as portas trancadas e os seus funcionários lançaram ofensas e agrediram um jovem do grupo. --Recolhemos R$ 220, mas eles não aceitaram. Nos chamaram de caloteiros, de ladrões e na discussão um dos funcionários agrediu um dos colegas do grupo. Não somos ladròes. Temos dinheiro, mas não concordamos com o valor que está sendo cobrado. Se eles quiserem, podem entrar com uma ação na Vara Cível argüindo seus direitos--alegou um dos jovens, pedindo para não ser identificado.

domingo, 8 de agosto de 2004

Perseguição de Condomínios e Outros Estabelecimentos

A notícia abaixo demonstra o que, visto de fora, é uma maluca priorização de recursos: numa cidade tomada por criminosos, a polícia federal persegue a segurança informal das vítimas (além disso, que diabos a polícia federal está fazendo se metendo num assunto de nível tão local?) Agora, tão trágica quanto essa notícia é o fato de que do ponto de vista da polícia, sua ação faz perfeito sentido. Afinal, se você fosse policial federal, você iria atrás dos bandidos armados de fuzil ou atrás dos seguranças dos condomínios de luxo da Barra da Tijuca? Note os termos do artigo: "Além de condomínios, também hotéis, casas de show e shoppings estão no alvo da polícia." A esta altura a política anti-violência do governo Lula está clara:
§1 - Realizar o desarmamento unilateral das pessoas de bem para que os bandidos possam roubar de tudo--desde jóias até fazendas--sem violência.
Parágrafo Único - Punir exemplarmente as vítimas que burlaram §1 e que ofereceram resistência aos bandidos, direta ou indiretamente.

PF ENQUADRA SEGURANÇA ILEGAL (O Globo On-line, 5/8/04)

Dois condomínios foram notificados ontem pela Polícia Federal por estarem usando segurança clandestina. Um deles é o Floresta Country Club, em Jacarepaguá, que teve um vigilante baleado na semana passada, supostamente ao reagir a um assalto à síndica Andrea Negri, na Barra da Tijuca. Durante o tiroteio, o aposentado Josias Tavares, que estava numa praça, foi morto por uma bala perdida. De acordo com a PF, havia 12 pessoas trabalhando, sem qualquer registro, como segurança no condomínio, que fica na Estrada de Jacarepaguá. Não foram encontradas armas. Também havia seguranças clandestinos no Pedra de Itaúna, na Avenida das Américas, na Barra.Outros dois condomínios fiscalizados, o Water Ways e o Barra Golden Green, ambos na Avenida Sernambetiba, também na Barra, não tinham irregularidades. Os dois trabalham com empresas particulares de segurança.

[...]

De acordo com o chefe de operações da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da PF, delegado Alcyr Vidal, a fiscalização será permanente a partir de agora. Além de condomínios, também hotéis, casas de shows e shoppings estão no alvo da polícia. Segundo o delegado, o número de entidades com vigilância registrada na cidade é muito pequeno. [...]

sábado, 31 de julho de 2004

Devo desculpas aos caros leitores. Faz tempo que não atualizo nem o site, nem o weblog. Ao contrário do site do Viva Rio, que é financiado por milhares e milhares de reais de dentro e de fora do país, este site é um 'one-man show'. Qualquer um com um Q.I. com mais de dois dígitos sabe que essa história do 'lobby das armas' é papo para boi dormir. Lobby mesmo é o do entreguismo, que combina a rede Globo, o governo federal, o governo britânico e dezenas de outros grupos--palavras do próprio Viva Rio! Estive ausente por motivos pessoais: trabalho novo, duas mudanças nos últimos seis meses, muita viagem. Tentarei me dedicar.
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Dia a dia estamos notando os efeitos da lei do desarmamento do governo Lula. A violência continua quebrando todos os recordes. Parece realmente não haver limite para o futuro da criminalidade no Brasil na medida em que ter uma arma legal em casa está se tornando mais e mais uma arte dos ricos ou daqueles que tem muito tempo à disposição. Na rua, só políticos, juizes e policiais podem carregar armas enquanto o resto anda a mercê dos bandidos. Não é nem mais preciso abrir os jornais--basta averiguar entre conhecidos, amigos e familiares quantos já foram vítimas da violência
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É interessante: tenho amigos estrangeiros que acham que a nossa violência é fruto de "muita liberdade". Logo digo para eles que não--muito pelo contrário. Se nós tivéssemos no Brasil igualdade de liberdade, as coisas provavelmente estariam bem melhores. Eu só sairia de carro com uma MP-5 .40 no colo. Minha irmã poderia ir para o centro do Rio com um AR-15, dada a leveza da arma e do tiro. Meu irmão, que gosta de antiguidades, poderia andar com uma Thompson. O problema é que os que não cometem assassinatos, roubos e estupros em geral também não violam leis menos importantes, como as anti-armas. Portanto infelizmente nós não temos 'muita liberdade', mas sim uma liberdade extremamente limitada, da qual só criminosos e alguns agentes governamentais gozam--o resto da população o governo persegue e massacra com leis idiotas. E essa história de que 'seria o fim do mundo todos saírem armados' é uma tese que soa bem mas sem qualquer respaldo empírico. Em estandes de tiro do mundo todo casos de assassinato são raríssimos (a menos que o assassino também seja um suicida). Vermont é um dos estados mais pacíficos dos EUA e lá nem é preciso de licença para portar uma arma ocultada. A Suíça, onde todo homem tem de guardar em casa uma pistola ou fuzil, é um dos países menos violento do planeta.
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A esquerda não acredita no 'trickle-down economics' do Reagan, mas curiosamente acredita em 'trickle-down disarmament'. O pior é que o primeiro comprovadamente funciona e o segundo até hoje é uma utopia que não funcionou na Inglaterra, não funcionou na Austrália e agora não está funcionando no Brasil.

terça-feira, 18 de maio de 2004

Roubando Doce de Criança

Numa terra onde quase civil nenhum anda armado, a onda agora são os mega-assaltos. Não há mais no Rio de Janeiro inteiro um só condomínio seguro. Os bandidos não só roubam, como voltam um mês depois para roubar de novo--dependendo do quão fácil foi o primeiro serviço. E mesmo numa situação como essa, você conversa com os cariocas e eles ainda acham que o bom mesmo é abrir mão do direito de autodefesa e se entregar as forças de segurança governamentais--apesar deles odiarem seus governantes! Você fica biruta tentando entender essa turma.
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Violência de volta ao Alto Leblon

Ana Cláudia Costa

O Alto Leblon voltou a ser alvo da violência. Seis homens armados de pistolas e revólveres assaltaram, no início da manhã de ontem, cinco apartamentos do edifício Green Hill, na Rua Timóteo da Costa. Os bandidos chegaram por volta das 5h30m. Um deles, com uma camiseta de entregador do GLOBO e alguns jornais nas mãos, rendeu o porteiro Marco Aurélio Souza, abrindo caminho para a entrada dos cinco cúmplices, todos usando luvas e toucas do tipo ninja. Os moradores foram sendo rendidos à medida que desciam. Depois de quase três horas, os criminosos fugiram num Corsa branco e num Palio prata, levando jóias, dinheiro, aparelhos eletrodomésticos e celulares. [...]

Foi o segundo prédio assaltado no Alto Leblon em menos de um mês. No último dia 8, cerca de 15 bandidos vestidos com uniformes da Light assaltaram um edifício na Rua Igarapava. Moradores ficaram trancados num quarto de empregada. Em março, um tiroteio entre um segurança e bandidos que tentavam roubar um carro levou pânico aos moradores da Rua Sambaíba, também no Alto Leblon. Apesar da troca de tiros, ninguém ficou ferido.