quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

A Maluquice na Inglaterra Continua

Na Inglaterra--o modelo dos entreguistas desarmamentistas brasileiros--o governo praticamente extinguiu o direito à auto-defesa. Mesmo quem se defende dentro de casa corre sério risco de terminar enjaulado. E na rua, qualquer coisa que possa ser usada para autodefesa é contra a lei--com excessão de guarda-chuvas, chaves e bolsas! Bom, agora vão proibir a venda de facas para menores de 18. Os maiores de idade da ilha que se preparem pois logo será necessario uma 'licença' para as facas na cozinha. É como Konrad Adenauer uma vez disse: Deus limitou a inteligência do homem, mas não sua estupidez. Os ingleses estão provando isso e nós, brasileiros "espertos" que somos, estamos seguindo o exemplo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

Não Conte Com o Governo Para Nada

O que este monstro estava fazendo nas ruas após um homicídio e três estupros?! Finalmente está preso, mas só após o estupro e assassinato de uma menina de classe média alta de Brasília. Este cara deveria estar apodrecendo numa prisão há anos. Enquanto o governo faz tudo para dificultar a defesa pessoal, pouco ou nada faz para apreender bandidos e mantê-los enjaulados. É sem dúvida mais fácil molestar pessoas de bem, além de dar a impressão de que "algo" está sendo feito por estes palermas.
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O Globo 21/12/04
Investigação revela extensa ficha criminal do caseiro [que estuprou, matou e roubou estudante de Brasília]

O caseiro preservou o nome de quem o escondeu, afirmando que dormia na rua. Bernardino foi denunciado pela própria Adriana. Ela confessou à polícia de Brasília ter ajudado o caseiro a cometer o crime. O casal deve responder por homicídio triplamente qualificado.

O pai da vítima é diretor do tradicional colégio Marista de Brasília e a mãe é professora na mesma escola. Maria Cláudia Siqueira estudava pedagogia na Universidade de Brasília (UnB) e psicologia numa faculdade particular. Ela era sobrinha de Marisa Almeida Del?Isola Diniz, ex-diretora da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

As investigações sobre o paradeiro do caseiro trouxeram à tona uma extensa ficha criminal. A polícia descobriu, que, antes de ir para Brasília, em 2002, ele havia cometido um homicídio, uma tentativa de homicídio, assalto e três estupros, além de envolvimento com traficantes de áreas de risco em Salvador.

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Agora...

...O Globo anuncia que os roubos a ônibus e a pedestres subiram 151% e 55,7%, respectivamente, porém não menciona qualquer possível relação com o estatuto que desarma as vítimas. Em luz da entrada anterior, é fácil notar que o jornal é vergonhosa e escancaradamente parcial. Vai ser interessante observar o que estes cafajestes vão fazer com a aproximação da data do plebiscito sobre as armas. Se você acha que o nível de manipulação já está intolerável, prepare-se.
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12/07/2004
Roubo em ônibus foi o que mais subiu em outubro
Gustavo Goulart - O Globo

RIO - Seis dos dez tipos de crimes destacados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) na divulgação dos índices de criminalidade, sofreram aumento, comparando-se os dados dos meses de outubro deste ano com o de 2003. O que mais aumentou no período foi roubo em ônibus (151%). De 253 casos registrados em outubro de 2003, este ano foram 635, 382 a mais.

O roubo a pedestre vem em segundo lugar nesta modalidade de comparação. Houve 55,7% de aumento. Em outubro de 2003, foram registrados 1.457 casos. Este ano, foram 2.268 ou 811 casos a mais.

No quadro comparativo do período de janeiro a outubro, oito tipos de crimes apresentaram redução. Mas os casos de roubo a pedestre (18,2%) e latrocínio (3,2%) aumentaram. Foram mais 2.700 casos de roubo a transeunte.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

E Mais Tentativa de Lavagem Cerebral do Globo...

O famigerado O Globo publica hoje uma notícia de destaque na primeira página dizendo que "Desarmamento Reduz em 18% Homicídios em SP". A qualidade da reportagem é tão boa que o jornalista Flavio Freire esqueceu até de dar a fonte dos dados. Mas detalhes pouco importam quando o objetivo é tentar lavar o cérebro do povo, custe o que custar. Dentro do jornal O Globo ainda tem a cara de pau de tomar emprestado o título do livro do Prof. John Lott ("More Guns, Less Crime") para intitular a reportagem como "Menos Armas, Menos Mortes". No seu livro John Lott dá um show de análise estatística com regressões lineares de múltiplas variáveis independentes para controlar tudo mais que poderia afetar as taxas de criminalidade além das leis de liberalização do porte. Sua análise também incluiu 3.054 condados americanos e se estende por 18 anos (de 1977 a 1994). Mas o Flavio Freire, um cara que talvez nem saiba o que é uma variança--muito menos uma regressão linear!--nos dá que a lei do desarmamento, aprovada ano passado, em 12 meses reduziu os homicídios em São Paulo em 18%! Que desgraça que uma das 'grandes' instituições do país não passe de uma máquina de propaganda--e uma de quinta categoria. Isso não é liderança intelectual mas sim desonestidade intelectual (se é que há qualquer coisa de intelectual nO Globo). Seguem abaixo duas cartas de leitores (já disponíveis na Internet mas que sairão na edição de amanhã) que o jornal teve a felicidade de publicar. Se publicaram estas duas devem ter recebido umas 2.000 semelhantes.
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É uma afronta à inteligência dos leitores a reportagem da primeira página do GLOBO de hoje (2/12). Será que os editores acham que seus leitores não sabem diferenciar correlação de causalidade? Se menos de 2% das mortes por armas são causadas por acidentes, e bandidos não entregam suas armas, como pode o jornal colocar um título enorme dizendo que os assassinatos caíram por causa do desarmamento? Os assassinos entregaram voluntariamente seus AR-15, uma arma que sempre foi ilegal, diga-se de passagem? O Estatuto do Desarmamento é uma farsa, inútil ao desarmar somente os cidadãos de bem.

RODRIGO CONSTANTINO DOS SANTOS (via Globo Online, 2/12), Rio

A parcialidade da reportagem sobre o desarmamento não condiz com a imagem de um jornal da envergadura do GLOBO. Sem um mínimo de embasamento e estatísticas confiáveis, a reportagem ofende aqueles que respeitam e compram diariamente a publicação. Que a instituição tenha uma visão a favor do desarmamento eu posso respeitar, porém a parcialidade no maior jornal do país é vista com desconfiança e espanto.

CLÁUDIO CISNE CID

Mais Regras Tolas Para os Súditos Brasileiros

"Para as duas entidades, a norma beneficia os fabricantes de cartuchos". Esses antiarmas são completamente pirados. Um limite de 300 balas por ano beneficia fabricantes de cartuchos?? Na época em que atirava regularmente havia pelo menos 300 balas rolando soltas na mala do meu carro. E já que nossos governantes não tem coisa melhor para fazer--mesmo num país onde uma das principais cidades já está em guerra civil--, só falta a criação de um banco de dados único para rastrear a compra de balas! E a recarga de balas, também será limitada à 300 cartuchos por ano? O exército tornará chumbo (que os atiradores derretem para fazer ponta de bala de recarga) um produto controlado? Seria engraçado se a gente não visse bala trassante nos céus do Rio toda noite. Agora, lembre-se que o governo já admitiu, através do ministro da justiça, que esta palhaçada toda de desarmamento civil não tem nada a ver com desarmar os bandidos. O objetivo é desarmar você! Diante desta admissão estas regras fazem algum sentido, pois desmuniciar os bandidos elas não irão. Afinal, munição para a Glock 19 e para o AR-15 não se encontra nas lojas de armas.
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Para entidades, limite deveria ser de 50 cartuchos

Globo On-Line, 2/12/04

O Movimento Viva Rio e o Instituto Sou da Paz criticaram a decisão do ministro da Defesa, José Alencar, de permitir que cada dono de arma registrada compre até 300 balas por ano. As duas organizações, que estiveram na linha de frente da campanha pela aprovação do Estatuto do Desarmamento, disseram que o limite estabelecido para a compra de balas é alto demais, o que indica o afrouxamento do estatuto e abre novas brechas para o contrabando de munição.

--Se o cidadão tem uma arma para sua proteção, 50 balas são suficientes. O que o sujeito vai fazer com 300 cartuchos? Essa portaria é muito frouxa. Cinqüenta balas deveria ser o limite anual--afirmou Antônio Rangel, coordenador do programa de Controle de Armas, do Viva Rio.

Compra de balas poderia favorecer o contrabando

O ponto de vista é partilhado também pela Sou da Paz. Para o diretor-executivo da entidade, Deniz Mizne, a permissão para a compra de grandes quantidade de balas favorece o contrabando e pode, no futuro, ajudar a municiar criminosos. Ele argumenta que munição armazenada em casa pode ser roubada ou vendida no mercado paralelo. Ou seja, aumentaria a oferta do produto no mercado clandestino. Para as duas entidades, a norma beneficia os fabricantes de cartuchos, que querem aumentar o volume de vendas, mas contraria os interesses da segurança pública. ?

Essa decisão vai totalmente contra a lógica do desarmamento--disse Mizne.

A portaria que estabelece o limite de compra de balas foi publicada no Diário Oficial da União de ontem. Hoje o Viva Rio deverá enviar um parecer sobre o assunto aos ministérios da Defesa e da Justiça. A organização também critica a ausência de mecanismos de controle de venda na portaria de Alencar.

Cliente não precisará apresentar registro da arma

O texto da portaria não exige nem mesmo a apresentação do registro da arma do cliente interessado na compra de munição. Segundo Antônio Rangel, sem essas regras específicas de controle, uma única pessoa poderá comprar balas acima do limite com poucas chances de ser identificada. Bastaria adquirir a munição em diferentes lojas.

Deniz Mizne entende que essas modificações enfraquecem o Estatuto do Desarmamento, aprovado a duras penas no Congresso. O texto foi aprovado no fim do ano passado, apesar da forte resistência do lobby dos fabricantes de armamentos.

--Temos que ficar atentos a essas mudanças principalmente porque alguns setores do Exército foram contra o estatuto--afirmou Mizne.

sábado, 20 de novembro de 2004

Fantástico Artigo

Tão incrível quanto a lucidez deste artigo é o fato de que ele foi escrito por um jornalista da Globo. Você fica se perguntando se o Alexandre vai durar no emprego. A Globo tem um vice-presidente e dois jornalistas no conselho diretor do Viva Rio. É também a locomotiva do desarmamento dos honestos deste país, embutindo campanhas pró desarmamento civil em novelas, pixando críticos de leis antiarmas e dando exclusiva atenção aos argumentos a favor. Agradecimentos ao excelente fórum do Pela Legítima Defesa e ao José Carneiro.
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Pura gozação

Alexandre Garcia - 17/11/2004

Brasília (Alô) ? Bandidos armados seqüestraram a mãe do genial atacante Robinho, do Santos. O delegado diz que ela provocou, ao circular num Mercedes Classe A.

Fico estarrecido ao constatar que a Lei das Armas ainda não foi aplicada aos bandidos. Só vale para a viúva, que entrega o revólver enferrujado do falecido. Disseram-me que os bandidos poderiam seqüestrar a velhinha, para tomar-lhe o revólver enferrujado. Mas nenhum bandido ainda fez isso. Porque todas as armas em uso por bandidos estão novas e bem lubrificadas. São automáticas, longas e de precisão. Nada de revólver velho. Engraçado. Disseram-me que a Lei iria diminuir o crime no Brasil, conforme as armas fossem entregues. Pois entregaram milhares delas e o crime aumentou. Acho que estão entregando do lado errado.

Semana passada, um senhor passeava com a filha no Rio de Janeiro, quando foi abordado por quatro assaltantes. Ele não havia entregue a arma, e reagiu, protegendo a filha. Matou três assaltantes e o quarto fugiu. O senhor tinha autorização para andar armado, porque é policial federal. Não sei por que me disseram que a pessoa desarmada tem mais chance de sobreviver a um assalto. No caso, os bandidos não sobreviveram. Na Austrália, depois que recolheram as armas das pessoas legais, as pessoas ilegais aumentaram em 80% os seus assaltos. Nos Estados Unidos, onde a Constituição garante a posse e o porte de arma, as estatísticas de crime per capita são infinitamente inferiores às brasileiras.

Dona Marina, mãe de Robinho, provocou o seqüestro, segundo o delegado. Ele disse que ela não deveria desfilar num carro como o Classe A. Pobre Dona Marina! Além de ter um filho pão-duro, pois deu a ela um carrinho que nos Estados Unidos o pai daria ao filho aprovado no vestibular, ainda ter de ouvir essa da polícia. E no cativeiro! Daqui a pouco todos seremos culpados dos assaltos que sofremos, pela imprudência de sairmos à rua. Onde já se viu? Quem mandou exercer sua liberdade e comprar um carro que, para a polícia, chama a atenção dos bandidos? Você é culpado de realizar o sonho de ter um Rolex no pulso. Eu sei, trabalhou anos para isso, mas você não pode. Você é o errado. Os bandidos é que estão certos. Se não estivessem certos, não estariam impunemente circulando nas ruas, respeitados e temidos.

E você não se escandaliza com isso? Dê uma voltinha, nas férias. Visite o Chile, ou a Espanha, Portugal, nossa avó-pátria; ou a bagunçada Itália, os Estados Unidos. Ande à vontade. Rolex no pulso; mãos no volante de um Mercedes 500. Pode aproveitar e olhar a paisagem. Você vai ver o que é segurança. Ah, lá eles têm dinheiro para dar segurança? Nada! O imposto é bem menor do que aqui, onde 40% da produção vão para o estado cumprir suas obrigações de dar segurança e justiça para todos e educação e saúde para quem precisa. Você não fica com a sensação de que estão nos gozando?

domingo, 7 de novembro de 2004

Três Bandidos a Menos

Maravilha de reação. Agora muito lamentável foi o policial contar o que os bandidos fizeram errado. Isso provavelmente vai custar a vida de alguns policiais. Infelizmente nossas policias adoram contar os detalhes sobre suas operações bem-sucedidas. É um enorme erro. Outro ponto: Uma pena que civis não possam fazer coisa igual legalmente. Já fui campeão de tiro e também já levei tiro (felizmente não me acertou). Cadê o meu porte? Bom, é verdade que não sou membro da casta governamental--sou um mero súdito, um zero à esquerda que dá dinheiro para o governo gastar. Faz sentido então eu não ter o direito que membros do governo têm de defender os próprios filhos na rua. O Brasil é um pais muito justo, e tem um governo realmente do povo.
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Rio, 07 de novembro de 2004
O Globo
Escrivão da Polícia Federal reage a assalto e mata três no Rio Comprido

Alessandro SolerTrês ladrões foram mortos ao tentar assaltar um escrivão da Polícia Federal, na noite de sexta-feira, no Rio Comprido. O policial, que se identificou apenas como Coelho, reagiu a tiros à tentativa de roubo do seu carro, quando viajava na companhia do filho de 12 anos. Num cruzamento da Rua Campos da Paz, ele foi abordado por quatro rapazes, pelo menos dois deles armados. Ao fim do tiroteio, um deles conseguiu escapar. O escrivão contou que foi surpreendido pelos quatro bandidos e rapidamente retirado do veículo. O filho, liberado pelos assaltantes, correu para longe. O policial disse que se identificou após sair do carro. De acordo com ele, os ladrões, que já haviam entrado no automóvel, começaram a atirar. Protegendo-se atrás de um microônibus, o policial teria, então, revidado os tiros e acertado três bandidos. ? Eram inexperientes. Nem me revistaram ao me retirar do carro. Simplesmente foram pegando o celular, um anel, um relógio e entrando no carro. Quando eu já estava fora do veículo, mostrei o distintivo da Polícia Federal e eles atiraram. O que me rendeu, que estava na direção, conseguiu fugir porque tive problemas com o carregador da pistola ? contou Coelho, que em setembro foi vítima de um assalto em Jacarepaguá. O escrivão, campeão de tiro, não acertou uma única vez a lataria do seu carro, um Zafira. Já os vidros foram perfurados 17 vezes. O policial ainda levou os bandidos até o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Os ladrões estavam com um revólver calibre 38, pouca munição e uma mochila com roupas. Dois dos mortos tinham carteiras de identidade em nome de Luiz Alberto Pessanha Junior, de 19 anos, e Sidney de Souza Teixeira, de 24. O terceiro teria sido identificado por parentes no hospital como Bruno Guedes da Silva, de 22 anos. Nenhum deles tinha antecedentes criminais.

sábado, 30 de outubro de 2004

Só no Brasil

É 'impunidade' a melhor palavra para definir o Brasil? Ou seria 'insanidade'? Leia a notícia abaixo. Enquanto isso, o ministério público carioca denuncia os dois médicos que tentaram salvar a vida da cantora Cássia Eller. Assim se ocupa o MP da cidade brasileira em guerra civil. O balanço da guerra nesta manhã? Quatro PMs assassinados: dois em frente a UERJ (José Leonardo Ferreira Nobre e Luiz Valmir Leite Bastos), um em Realengo (Ronaldo Alvez de Sobral) e um em Ramos (André Ferreira).
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Atropelador depõe e é liberado por causa de lei que impede prisão em flagrante
Globo Online 30/10/04

CBNSÃO PAULO - Depois de prestar depoimento na Polícia Civil, Jefferson Jorge Bernardo, que atropelou 17 pessoas em frente a uma boate na Vila Olímpia, zona sul da capital, e ainda é acusado por duas testemunhas de ter praticado roubo momentos antes, na madrugada do dia 16 de outubro, aproveitou a lei que impede a prisão em flagrante de qualquer eleitor, e foi liberado. Devido ao segundo turno da eleição, nenhum eleitor pode ser preso em flagrante desde o último dia 26 até o próximo dia 2, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Segundo a polícia, Bernardo não confessou o crime de roubo, mas como as duas testemunhas o reconheceram, sua situação se complica. Ele tem duas prisões decretadas, uma por roubo e outra por atropelamento. E tão logo termine o período eleitoral, afirma a polícia, os investigadores irão a sua procura. No atropelamento, a adolescente Priscila Maria dos Reis, de 16 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Bernardo chegou a ser preso em flagrante por homicídio doloso, com intenção de matar, no dia do atropelamento. Ele fugiu sem prestar socorro e foi identificado pela placa do carro. De acordo com o delegado encarregado do caso, Bernardo reiterou no depoimento desta sexta-feira que o freio do carro falhou e que fugiu por medo de ser linchado. Para surpresa até mesmo do advogado dele, a juíza Kenarik Bouikian Felippe mandou soltá-lo, sob argumento de que ele não tinha antecedentes criminais e mantinha residência e emprego fixos. Alguns dias depois, a juíza voltou atrás e reconsiderou sua decisão, pois um outro juiz decretou a prisão dele.

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Em Terra de Desarmado, Vale Tudo

Olha como é fácil atacar vários cariocas juntos, em público!
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Globo On-Line 17/09/04

Menores atacam no sinal

As mesmas caras, histórias semelhantes, propósitos diferentes. Em vez de menores dando show de malabares ou vendendo doces, os motoristas que passaram anteontem pelo Leblon, próximo ao Clube de Regatas do Flamengo, foram surpreendidos por uma gangue de jovens que, infiltrada entre outros pedintes, os atacou para roubar, quebrando os vidros dos carros com pedras e garrafas PET cheias de entulho. Levaram dinheiro e toca-fitas. A ação de cerca de 20 menores aconteceu pouco depois das 18h e alguns chegaram a temer que se tornasse um arrastão. Duas motoristas registraram queixa na delegacia. Como a delinqüência roubou a cena do problema social, a polícia endureceu ontem na repressão aos menores que vagam pelas ruas da Zona Sul. Até o fim da noite, 19 haviam sido detidos, a maioria menores de idade. Nove foram liberados. O comandante do 23 BPM (Leblon), Jorge Braga, mandou instalar na manhã de ontem um trailer que passará a funcionar por tempo indeterminado como um posto avançado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, quase na esquina com a Mário Ribeiro, considerado um ponto crítico para o policiamento. O trailer já esteve ali, mas fora transferido em junho para a Rua Timóteo da Costa, no Leblon, para coibir assaltos a apartamentos que aumentaram em maio.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Caso do Charuto: Cidade Louca ou Abuso de Poder Racional? Infelizmente Ambos

Enquanto rola uma guerra civil aberta no Rio, onde cada dia é uma verdadeira roleta russa para todo cidadão--dentro ou fora de casa--, uma delegada cuja mãe se envolveu num bate-boca--por causa de um charuto!--acha natural o cerco que a polícia civil fez à churrascaria onde ocorreu o bate-boca. O trágico desta história é que ela demonstra mais uma vez que o policial age racionalmente ao se preocupar com leis pouco importantes (no final das contas o fumante estava numa área de fumo legal. Mas quem vai lá saber disso com as milhões de leis que temos?) enquanto leis sérias são violadas. Se você fosse um policial você perseguiria um motorista com um celular na mão ou um com uma Glock? No Brasil as pessoas acreditam que tudo se soluciona com mais leis, mas jamais consideram os custos, embutidos ou explícitos, que essas leis geram. Você vê isso o tempo todo. Um belo exemplo, não-relacionado à violência mas que me deixa doido, são as restrições às construções legais nas encostas do Rio, e o apoio que a elite carioca dá a tais restrições. Ora, se estas restrições só gerassem o benefício de morros verdes, sem custos para a sociedade, seria uma beleza. Mas obviamente este não é o caso. Além de suprimir a oferta de moradia formal, o que aumenta o seu custo e consequentemente a demanda pela alternativa--a favela--, você acha que agentes governamentais vão perseguir o Zé que vai erguer um barraco no morro? Claro que não. Os fiscais, racionalmente, tem todos os incentivos de perseguir as construções formais haja visto que elas envolvem muito mais dinheiro e certamente estão violando uma ou mais das quinhentas milhões de leis utópicas que temos. Então a escolha que temos não é entre montanhas verdes ou montanhas povoadas formalmente, mas sim entre montanhas favelizadas ou montanhas povoadas formalmente. Acho que no Rio você só vai encontrar meia dúzia de pessoas que entendem isso--incluindo na contagem o seu caro autor. É realmente o caso de uma elite que não pensa direito e o resultado é o atual Rio.
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Globo On-Line 9-9-04

O secretário de Segurança, Anthony Garotinho, determinou a instauração de inquérito para investigar por que seis patrulhas da Polícia Civil foram no domingo passado a uma churrascaria em Ipanema para intervir num bate-boca por causa de um charuto, envolvendo a mãe de uma delegada e o filho de um militar. "O inquérito da Polícia Civil vai apurar se houve abuso policial e, se houver irregularidades, eles serão punidos", disse Garotinho.A discussão aconteceu por causa da fumaça do charuto e envolveu a pedagoga Marina Muniz, mãe da delegada Monique Vidal, e o filho do coronel da Aeronáutica Hermano Sampaio. Seis patrulhas da Polícia Civil, sendo três da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), grupo de elite da corporação, foram parar na porta da churrascaria. O delegado Ricardo Martins, diretor do Departamento de Polícia da Capital, disse ontem, no entanto, que foi instaurado até agora apenas um procedimento para apuração preliminar. Segundo ele, só será instaurado inquérito caso fique comprovada qualquer transgressão. O delegado pediu informações ontem à 14ª DP (Leblon) e ao Centro de Comunicação da Polícia Civil para saber como as equipes da Core foram acionadas. "É prematuro fazer qualquer comentário. Há até agora muitas histórias", alegou Ricardo Martins. Monique Vidal, titular da 12ª DP (Copacabana), classificou como natural o cerco à churrascaria. O bate-boca começou no bar da churrascaria, onde é permitido fumar.