quinta-feira, 18 de agosto de 2005

terça-feira, 14 de junho de 2005

Impunidade e "Justiça Social"

Sou um dos que não acredita nessa história de que a raiz da atual violência fora de controle é a "injustiça social". Qualquer que seja a forma de medir tal injustiça, essa medida não disparou nos últimos 10-15 anos. Mas a violência disparou. O que mudou é que após a abertura democrática houve um aumento alucinado da impunidade. Nossos políticos pós-ditadura simplesmente não acreditam que lugar de bandido é debaixo do chão ou na cadeia. Por conseqüência os menores de idade hoje têm licença para matar, enquanto os maiores de idade têm de caprichar na barbárie para acabarem presos. Nossos governos se metem em milhares de detalhes de nossas vidas, mas cuidar de prisão, não é com eles. Você já ouviu um político falar em construir mais prisões para meramente aplicar as leis existentes? Não, o necessário é "investir no social", e enquanto isso os bandidos ficam soltos. Há três conseqüências dessa atitude. Uma, claro, é o aumento da impunidade. A segunda é que como os bandidos andam soltos, nós, as vítimas, que acabamos trancados. Nossas casas e prédios se tornaram verdadeiras fortalezas. A terceira conseqüência é a justiça feita nas ruas, pelas vítimas que capturam os bandidos e pela polícia, para "compensar" o fato de que a punição oficial inexiste. Desnecessário lembrar que essa justiça popular freqüentemente é bem pior que o crime cometido, fora outros problemas que ela gera. Mas nossas elites não estão nem aí. O que interessa para elas é esperar a chegada da "justiça social" para resolver tudo, independente do nível de barbárie presente. Percebe-se que não há mais um limite de tolerância para a atitude dos bandidos. Na noite do natal passado, bandidos da Rocinha promoveram um show de balas traçantes sobre a favela, e no dia seguinte saiu só uma pequena nota na página 15 do maior jornal do Rio. E a polícia na nota negava qualquer confronto, o que é infelizmente verdade pois ninguém confrontou os atiradores. Nossas elites preferem brincar de roleta russa a abandonar a crença da salvação da justiça social.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Estatísticas que o Ministério da Justiça Não Vai Divulgar Sobre o Desarmamento

Rio, 08 de junho de 2005

O Globo - Caderno Rio - Versão impressa

Número de homicídios subiu 28,9% em março

Ronaldo Braga

O número de homicídios em março subiu 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança. Foram 682 casos, o maior número mensal registrado nos últimos nove anos. A incidência de cinco dos dez crimes destacados no Boletim Mensal de Monitoramento e Análise aumentou comparando-se os dois meses. Além de homicídios, também tiveram alta os registros de assaltos em ônibus (97,3%) e a transeuntes (88,1%), de roubos e furtos de veículos (11,1%) e de latrocínio (52,9%). Houve queda nos casos de roubos de carga (5,7%), de assaltos a bancos (de cinco para quatro), a residências (5,4%) e a lojas (15%). Não foi registrado em março qualquer caso de seqüestro, assim como aconteceu no mesmo mês de 2004.

De acordo com o levantamento, 38,1% dos homicídios dolosos de março deste ano foram registrados na capital; 29,5% na Baixada Fluminense; 20,1% no interior; e 12,3% em Niterói. Do total de registros na capital, 47,3% foram feitos na Zona Norte; 44,6% na Zona Oeste; 4,2% na Zona Sul; e 3,8% no Centro.

O número de assaltos em ônibus subiu de 328 em março de 2004 para 647 no mesmo mês deste ano. Já o total de assaltos a transeuntes passou de 1.529 para 2.876. No caso de roubos e furtos de veículos, foram 4.474 registros em março de 2004 contra 4.970 no mesmo mês deste ano. Já o total de casos de latrocínio passou de 17 para 26.

No caso dos itens que apresentaram queda, o roubo de cargas passou de 244 para 230. Já o número de assaltos a residência caiu de 168 em março de 2004 para 159 no mesmo mês deste ano. E o total de registros de assaltos a lojas passou de 545 para 463.

Também foram divulgados outros números. De janeiro de 1991 até março deste ano, por exemplo, já foram roubados e furtados 682.680 veículos no Estado do Rio. O número de casos no primeiro trimestre deste ano foi 7,4% maior que no mesmo período de 2004 (949 crimes a mais). No levantamento da Secretaria de Segurança Pública, ficou assim o mapa de roubos e furtos em veículos: 67,9% dos casos aconteceram na capital; 16,2% na Baixada; 9,5% em Niterói; e 6.4% no interior. Na capital, a distribuição dos casos ficou assim: 69,1% na Zona Norte; 21,1% na Zona Oeste; 5% na Zona Sul; e 4,7% no Centro.

No caso de assaltos a transeuntes, a Secretaria de Segurança constatou que no primeiro trimestre deste ano já foram registrados 3.492 casos a mais que no mesmo período de 2004, o que significa um aumento de 80,4%. Na capital, 59,1% dos registros foram feitos na Zona Norte; 19% na Zona Oeste; 12,3% no Centro; e 9,6% na Zona Sul.

Já no item assaltos em ônibus, o primeiro trimestre deste ano registrou 1.651 casos, um aumento de 91,8% em relação ao mesmo período de 2004.

Rio, 08 de junho de 2005 Versão impressa


Número de homicídios subiu 28,9% em março

Ronaldo Braga

O número de homicídios em março subiu 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança. Foram 682 casos, o maior número mensal registrado nos últimos nove anos. A incidência de cinco dos dez crimes destacados no Boletim Mensal de Monitoramento e Análise aumentou comparando-se os dois meses. Além de homicídios, também tiveram alta os registros de assaltos em ônibus (97,3%) e a transeuntes (88,1%), de roubos e furtos de veículos (11,1%) e de latrocínio (52,9%). Houve queda nos casos de roubos de carga (5,7%), de assaltos a bancos (de cinco para quatro), a residências (5,4%) e a lojas (15%). Não foi registrado em março qualquer caso de seqüestro, assim como aconteceu no mesmo mês de 2004.

De acordo com o levantamento, 38,1% dos homicídios dolosos de março deste ano foram registrados na capital; 29,5% na Baixada Fluminense; 20,1% no interior; e 12,3% em Niterói. Do total de registros na capital, 47,3% foram feitos na Zona Norte; 44,6% na Zona Oeste; 4,2% na Zona Sul; e 3,8% no Centro.

O número de assaltos em ônibus subiu de 328 em março de 2004 para 647 no mesmo mês deste ano. Já o total de assaltos a transeuntes passou de 1.529 para 2.876. No caso de roubos e furtos de veículos, foram 4.474 registros em março de 2004 contra 4.970 no mesmo mês deste ano. Já o total de casos de latrocínio passou de 17 para 26.

No caso dos itens que apresentaram queda, o roubo de cargas passou de 244 para 230. Já o número de assaltos a residência caiu de 168 em março de 2004 para 159 no mesmo mês deste ano. E o total de registros de assaltos a lojas passou de 545 para 463.

Também foram divulgados outros números. De janeiro de 1991 até março deste ano, por exemplo, já foram roubados e furtados 682.680 veículos no Estado do Rio. O número de casos no primeiro trimestre deste ano foi 7,4% maior que no mesmo período de 2004 (949 crimes a mais). No levantamento da Secretaria de Segurança Pública, ficou assim o mapa de roubos e furtos em veículos: 67,9% dos casos aconteceram na capital; 16,2% na Baixada; 9,5% em Niterói; e 6.4% no interior. Na capital, a distribuição dos casos ficou assim: 69,1% na Zona Norte; 21,1% na Zona Oeste; 5% na Zona Sul; e 4,7% no Centro.

No caso de assaltos a transeuntes, a Secretaria de Segurança constatou que no primeiro trimestre deste ano já foram registrados 3.492 casos a mais que no mesmo período de 2004, o que significa um aumento de 80,4%. Na capital, 59,1% dos registros foram feitos na Zona Norte; 19% na Zona Oeste; 12,3% no Centro; e 9,6% na Zona Sul.

Já no item assaltos em ônibus, o primeiro trimestre deste ano registrou 1.651 casos, um aumento de 91,8% em relação ao mesmo período de 2004.

domingo, 5 de junho de 2005

Guerra Civil no Rio

Enquanto antes da Segunda Guerra Churchill disse, em pronunciamento para os EUA, "Britain must arm, America must arm" (10/16/1938), nossos grandes estadistas, já em plena guerra civil, dizem "o brasileiro tem de se desarmar". Já dá para ver, com a liderança que aí está, quem vai ganhar nossa atual guerra.

Enquanto isso no Rio, mais um dia, mais uma batalha...
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Tiroteio no Centro fecha ruas e fere morador

O Globo - 04/06/2005 - 22h05m

RIO - Tiros, granadas e perseguição levaram pânico este sábado às ruas do Centro do Rio. O suposto seqüestro de um policial civil por traficantes do Morro da Providência mobilizou cerca de 60 policiais militares, um helicóptero e dois carros blindados. O policial teria sido assaltado na Rua do Livramento, segundopoliciais da Coordenadoria de Operações Especiais (Core) que participaram da operação. Apenas um contra-cheque do policial foi encontrado na favela.

O suposto seqüestro mobilizou cerca de 60 policiais militares, um helicóptero e dois carros blindados. Segundo primeiras informações da PM, o policial civil teria sido seqüestrado em represália a uma perseguição a bandidos feita por policiais do 5BPM (Praça da Harmonia) momentos antes, no Morro do Pinto, vizinho ao Morro da Providência. Após duas horas de intenso tiroteio, a PM informara que o policial fora resgatado por PMs na localidade conhecida por Caixa D´água. Agora há pouco, policiais da Core disseram que apenas os documentos do policial civil estavam no alto do morro.

Durante o tiroteio, Franscisco José Bezerra, de 33 anos, morador da Providência, foi baleado no braço. Vander Santiago da Silva de Oliveira Silba, 23 anos, um dos sequestradosres, segundo a polícia, foi baleado nas nádegas. Os dois foram levados para o Hospital Souza Aguiar.

O conflito teve início na tarde deste sábado, quando policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) patrulhavam o Morro do Pinto, no Centro e abordaram uma picape S10 com três homens. Ao se aproximarem do carro, os policiais foram recebidos a tiro pelos bandidos. A perseguição seguiu pelas ruas Francisco Bicalho, Rodrigues Alves até o bairro de Santo Cristo, no Centro. Na Vila Portuária, um dos acessos ao Morro da Providência, os bandidos abandonaram a picape e fugiram a pé para o interior da favela. Os policiais ainda tentaram entrar no morro, mas foram recebidos a bala e tiveram que recuar. O carro apresentava marca de sangue, mas até o final da noite de ontem nenhum homem suspeito baleado foi socorrido em hospitais públicos do Rio. Segundo a polícia, o carro foi roubado na noite de sexta-feira, no Largo de Santo Cristo.

Já na 4ª DP (Central), para onde levaram a picape, os policiais militares foram avisados de que uma denúncia anônima tinha sido feita ao 5 BPM (Praça da Harmonia) dando conta de que um policial civil tinha sido sequestrado em seu carro, um Siena, na Rua do Livramento. Ainda segundo a denúncia, o carro do policial estaria abandonado na localidade conhecida por Laje, na Rua Barão da Gamboa. Com o reforço de policiais de três batalhões, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e o apoio de um helicóptero e dois carros blindados, eles voltaram ao Morro da Providência para checar a denúncia. Quando se aproximaram da favela, teve início uma intensa troca de tiros. Os bandidos lançaram pelo menos dez granadas contra os policiais.

O Viaduto 31 de Março e Rua Waldemar Dutra, acessos ao Viaduto São Sebastião foram interditados. Do outro lado do Morro da Providência, na Gamboa, a polícia interditou a Rua Barão da Gamboa. Os policiais chegaram a arrombar o portão do Cemitério dos Ingleses para ter acesso ao morro. A troca de tiros durou pelo menos duas horas até o resgate do policial, na localidade conhecida por Caixa D'água.

quarta-feira, 25 de maio de 2005

Situação Fora de Controle no Rio

Mas segundo estatísticas de entidades independentes, tais como o Ministério da Justiça, a compra de trabucos de viúvas e aposentados surtiu efeito e a criminalidade está diminuindo. Essa turma do governo acha que somos completos idiotas!
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Violência de volta à "Faixa de Gaza" (editor: Rio de Janeiro, naturalmente)

O Globo - Versão Impressa - 25/5/2005

Célia Costa, Fábio Vasconcellos e Marcelo Dutra

Confrontos entre policiais, moradores do Complexo da Maré e traficantes fecharam parcialmente ontem à tarde três das principais vias da cidade: a Avenida Brasil e as linhas Amarela e Vermelha. As interdições provocaram engarrafamentos nas principais saídas do Centro do Rio para as zona Norte e Oeste. Um helicóptero e o veículo blindado da PM, conhecido como caveirão, foram usados no combate aos bandidos. Durante o tumulto, um homem ainda não identificado morreu. À noite, houve nova troca de tiros, que causou o fechamento da Avenida Brasil e da Linha Amarela.

Os manifestantes protestavam contra policiais do 22 BPM (Maré), acusados de terem ferido, durante uma incursão na Vila dos Pinheiros, Júlio Lino Marceno, de 4 anos. O menino, baleado no joelho esquerdo, foi atingido na localidade conhecida como Ilha dos Macacos. Até o fim da noite, ele continuava no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB).

A confusão começou por volta de 16h30m, quando moradores e traficantes da Vila dos Pinheiros fecharam a pista da Linha Vermelha no sentido Centro, ateando fogo a pneus e caixotes. Os manifestantes foram rechaçados por policiais do 22 BPM. Apavorados com o barulho dos tiros e a quantidade de entulho ainda na pista, motoristas deram marcha a ré. Outros, como o proprietário do Palio GUS-3549, de Além Paraíba (MG), abandonaram seus carros e fugiram.

PMs foram atacados com três granadas
(editor: Isso no Rio já é comum, mas a proibição da venda de revólveres para a população de bem vai acabar com o uso desses armamentos pesados. hehehe)

Armados com fuzis e pistolas (editor: em geral pistolas .40 S&W e 9mm, isto é, armas que não são vendidas em lojas), os traficantes seguiram para a Avenida Brasil, fechando as duas pistas laterais no sentido Zona Oeste, em frente à Favela Boa Esperança. PMs do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) que estavam na Fiocruz correram para o local e houve nova troca de tiros. Funcionários da Fiocruz foram impedidos de sair.

Um helicóptero e policiais de diferentes delegacias e unidades da PM, incluindo o Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam), reforçaram o combate aos bandidos. As duas pistas ficaram fechadas de 17h até por volta de 18h. Na fuga, traficantes atiraram três granadas contra os policiais. Um homem foi ferido e levado para o HGB, onde morreu. Pouco depois, os policiais foram chamados pelo rádio para intervir em outro confronto. Dessa vez, na Linha Amarela no sentido Ilha do Governador, em frente à Vila do João. O coronel Roberto Penteado, comandante do BPVE, tentava, em vão, fechar a via em ambos os sentidos.

- Mandei fechar, mas o oficial que está lá na frente não entendeu a ordem e fechamos apenas no sentido Ilha ? dizia ele, enquanto os carros passavam em frente à favela.

Com os confrontos, o trânsito ficou caótico. Quem saía do Centro encontrou o tráfego parado no Elevado da Perimetral, sentido Zona Oeste, desde o Aeroporto Santos Dummont até o Elevado do Gasômetro, que também estava com trânsito lento. Motoristas que estavam na Avenida Presidente Vargas e na Praça da Bandeira precisaram ter muita paciência para chegar à Avenida Brasil, pois a Avenida Francisco Bicalho também estava congestionada. O Centro de Controle Operacional (CCO) da prefeitura informou que os congestionamentos na Avenida Brasil e na Perimetral chegaram a cerca de 15 quilômetros.

A Linha Amarela, sentido Ilha do Governador, teve o tráfego desviado na altura da Avenida Brasil. De acordo com a Lamsa, o engarrafamento de cinco quilômetros chegou até a saída 4, perto do Shopping Nova América. Já a Linha Vermelha teve o trânsito interditado várias vezes, provocando um grande congestionamento, no sentido Centro, que chegou até a altura da Rodovia Washington Luiz e da Via Dutra. A confusão deixou motoristas atordoados. O comerciante José Rodrigues Ferreira, que tem uma loja em Bonsucesso e voltava para casa em Botafogo, tentou vários caminhos para chegar à Avenida Brasil.

- Fiquei dando voltas até que resolvi ficar em Bonsucesso, esperando que a situação se acalmasse ? contou Ferreira.

sábado, 14 de maio de 2005

Mulher de Ministro Prova que o Governo Não Oferece Segurança (O Mesmo Governo que Quer Te Desarmar)

Que maravilha... A esposa de um ministro de estado liga para 190 e é atendida por uma caixa de mensagens. Seria de rolar de rir se não fosse o governo deste mesmo ministro aquele que quer também que nenhum brasileiro possa se defender legalmente com armas. É isso aí: os bacanas que querem nos desarmar--os editores e presidentes do Globo, membros do governo, os Eduardo Eugenio Gouvêa Vieiras da vida, as celebridades--andam de carros blindados e moram em condomínios com segurança, e alguns até andam com capangas armados, e não só não conseguem oferecer qualquer segurança estatal em contra-partida, como também não conseguem nem maquiar a insegurança com um sistema 190 que funcione. São uma cambada de Zés Manés, incompetentes e hipócritas. É difícil imaginar que o povo brasileiro possa ser enganado a ponto de aceitar o fim do seu direito de se defender já que está mais que provado que ninguém do governo--ninguém--proverá qualquer tipo de proteção (pelo contrário, com o monopólio da defesa da vida provavelmente abusarão do poder com horror, destruição e roubo). Se o referendo acontecer e o povo sucumbir à lavagem cerebral da nossa mídia elitista-entreguista, será um dos pontos mais baixos da história do país.
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14/05/2005 - 00h45m
Assaltantes atiram contra carro de mulher do ministro Gilberto Gil

Fábio Vasconcellos - O Globo OnLine

RIO - A mulher do ministro da Cultura, Gilberto Gil, viveu na noite desta sexta-feira momentos de pânico, em Botafogo, quando assaltantes armados atiraram 16 vezes contra o carro em que ela e a irmã estavam. Flora Gil e Fátima Giordano foram abordadas por volta de 18h30m por um assaltante, quando entravam numa picape Volvo, na esquina das ruas Visconde de Caravelas e Capitão Salomão. O bandido recebia a cobertura de um outro ladrão de moto, armado com uma pistola. Fátima, que estava no banco do motorista, fechou a porta do carro, prendendo os dedos da mão esquerda do assaltante. Com um revólver calibre 38, ele atirou contra o vidro, na direção da cabeça de Fátima. A blindagem do veículo, no entanto, salvou as vítimas.

O desespero de Flora Gil e da irmã foi acompanhado pelo ministro, que está em Angola. Quando entrava no carro, Flora falava com Gil pelo celular e teve que desligar ao perceber que se tratava de um assalto. Sem entender direito o que se passava, Gil voltou a ligar, mas a mulher não pôde atender os telefonemas.

- Disse para o Gil que não podia falar, já que estava sendo assaltada - disse Flora.

Uma pessoa que acompanhou o caso contou que a mulher do ministro chegou a ligar cinco vezes para o 190 (telefone da PM), mas a ligação só caía numa caixa postal, informando que o serviço estava indisponível no momento.

Flora conseguiu sair do veículo pela porta do carona, enquanto sua irmã mantinha o bandido preso à porta. Fátima acionou o alarme do veículo e pediu ajuda pelo microfone do carro. Enquanto isso, Flora correu para um restaurante para pedir ajuda, mas foi surpreendida pelo segundo assaltante, que vinha numa moto pela frente do veículo. Ele disparou dez tiros de pistola na direção da picape, acertando um dos pneus. Escondida atrás de uma banca de jornal, a mulher do ministro telefonou para a inspetora Marina Magessi, chefe do setor de investigação da Polinter, que tinha conhecido na quinta-feira, durante uma exibição de um filme do Afro Reggae. Marina estava no Aterro do Flamengo, seguindo para casa, mas foi para a Botafogo prestar socorro às vítimas.

- Minha irmã teve uma atitude corajosa de fechar a porta. Graças a Deus, o carro blindado nos salvou. Neste momento, só me lembro da música do Gil que diz "Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá" - disse Flora, lembrado a música "Andar com fé".

O bandido que atirou contra o vidro do veículo foi rendido por um rapaz que passava pelo local. Segundo Flora Gil, ele usava uma faca e conseguiu imobilizar o bandido, assim que as balas acabaram. Fátima abriu a porta, mas o criminoso acabou escapando. As duas foram orientadas por Marina Magessi a irem para a 10ª DP (Botafogo), onde registraram o caso. A inspetora recebeu um telefonema do ministro, que queria saber como a mulher a a cunhada estavam:

- Os bandidos atiraram com a intenção mesmo de matar. Quando percebeu que o vidro era blindado, ele continuou atirando para ver se o vidro cedia e acertava Fátima, que estava na direção - disse Marina.

Após registrar o caso, Flora e a irmã foram acompanhadas por policiais civis até sua casa, em São Conrado. Ainda muito abalada com o caso, Flora afirmou que não pretende sair da cidade:

- Esta é a minha cidade e a violência que acontece aqui acontece em vários lugares do mundo. Também não vou deixar de sair por causa disso. O que importa é que eu e minha irmã estamos bem, graças a Deus - completou Flora.

Policiais do 2º BPM (Botafogo) fizeram buscas em ruas do bairro para tentar localizar o bandido ferido na mão. Até o fim da noite, porém, ninguém havia sido preso.

sábado, 16 de abril de 2005

Nova Chacina--Não é a Primeira, Não Será a Última

Mesmo atrasado, não poderia deixar de comentar a nova chacina na baixada fluminense... Trinta pessoas assassinadas randomicamente por membros do governo... Este site e tantos outros contra o desarmamento de civis vem alertando há anos para um dos grandes perigos da criação de um monopólio governamental do uso legal de armas: a concentração de poderes que tal política cria, e o inevitável abuso dessa concentração de poderes. É preciso repetir lorde Acton? Esse tipo de chacina ainda não ocorreu em Ipanema porque lá nossas elites têm seguranças armados que provavelmente retribuiriam. Mas nas zonas mais pobres da cidade o desarmamento civil já é realidade: diante das onerosas e estapafúrdias exigências para a posse legal de uma arma, as únicas opções para os pobres são não ter arma ou ter uma ilegalmente (Bom, algumas áreas pobres têm segurança armada, conhecidas no Rio como 'polícias mineiras'. Mas não se preocupe pois O Globo está investindo pesado contra estes grupos que conseguiram fazer mais pela paz do que qualquer órgão federal, estadual ou municipal. Afinal no Rio o certo é os traficantes 'dominarem tudo'). E pobre armado você sabe--necessariamente 'é bandido'. Então muitos optam por não ter arma, tornando as regiões pobres playgrounds de assassinos. Na chacina do Vigário Geral os assassinos até arrastaram vítimas de suas casas para executá-las na rua. Pode tamanha barbaridade contra um povo ligeiramente preparado para se defender?

Interessante notar que os editores de O Globo e membros da nossa elite-entreguista-parisiense-que-já-tem-visto-americano-no-passaporte não estão usando esta chacina para exigir o desarmamento da polícia. Fora alguns utópicos suicidas do Morra-Rio, essa gente entende que a ação de alguns maus elementos da polícia não requer uma política que vai por em risco 100% da nossa força policial engajada numa guerra-civil. Ou seja, essa gente entende que o negócio é punir os policiais que usam armas de forma indevida. Lamentavelmente essa gente só aplica este bom-senso aos membros do governo, deixando a vasta maioria da população de fora.

Tudo no Brasil é voltado para punir os legais. Se você quer empregar legalmente, construir legalmente, alugar legalmente etc, você está fuzilado. E apesar dos vastos resultados negativos destas barreiras legais--favelização da moradia, do trabalho, do varejo, dos transportes--, nossos governantes e certos membros da nossa elite querem agora erguer barreiras contra a defesa legal. Inacreditável...

sexta-feira, 25 de março de 2005

Rio em Guerra Civil

É a Beirute da America do Sul. Só falta os carros-bomba. Um horror. Mas desde que a estrada até Búzios continue aberta, a elite não se incomoda e continua suas políticas que levarão à autodestruição da cidade.
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Coronel da PM promete guerra a assassinos de policiais

Giampaolo Braga e Marcos Almeida - Extra
Cristiane de Cássia - O Globo

RIO - Foram sepultados na tarde desta sexta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, os corpos dos soldados do 2º BPM (Botafogo) Leonel Pimenta, de 28 anos, e Marcelo Corrêa e Silva, de 32, mortos a tiros por traficantes na noite de quinta-feira. Os soldados estavam trabalhando no posto de policiamento que fica no Cosme Velho, entre as galerias do Túnel Rebouças, quando foram vítimas de uma emboscada feita por bandidos que chegaram se arrastando pelo mato e atiraram à queima-roupa.

A Polícia Militar acredita que os dois tenham sido vítimas de uma represália a duas operações da polícia esta semana no Morro do Santo Amaro, no Catete, que terminaram com a prisão de quatro traficantes, entre eles o chefe da venda de drogas na área, e a apreensão de armas, granadas e entorpecentes num paiol subterrâneo.

Num discurso emocionado, durante o sepultamento, o comandante do 2º BPM, coronel Romão Vilaça, pediu que os policiais não abaixem a cabeça e prometeu ir atrás dos assassinos dos soldados:

- Vamos continuar essa guerra. Vamos atrás desses covardes. Eles não são animais, são monstros.

quarta-feira, 2 de março de 2005

Juiz Assassino Pego em Vídeo: Acompanhe Quanto Tempo Este Monstro Ficará Preso






Bom, aposto com quem quiser que esse juiz Pedro Percy Barbosa de Araújo não passa nem um ano atrás das grades. Num país de terceiro mundo ligeiramente mais decente que o nosso, um assassino frio desses seria trancado para sempre, enforcado ou fuzilado. Mas não, essa é a terra onde o estado é inexistente, o melhor, existe para achacar os seguidores das leis enquanto premia os bandidos. Juiz então... O que acontecerá com este juiz-assassino provará mais uma vez--entre milhões de outras provas--que a justiça no Brasil é a instituição mais risível que temos. Ela não faz o que se espera dela e faz o que não se espera (Nos discursos de formaturas de advogados das melhores escolas do país, os oradores chamam isso de "justiça social" ou "justiça ativa", e dão enorme apoio a estes termos onde a segunda palavra inverte o significado da primeira. Daí se entente melhor o atual colapso da instituição). É o perfeito inverso do que deveria ser. Nós temos um estado gigante, uma miríade de leis, e esse estado não consegue sequer trancar um monstro desses até o último dia da vida dele. É uma completa e absoluta falência dos deveres mais básicos daquilo que denominamos "governo". E imagine, diante de tal incapacidade, de tal falência de deveres, querer desarmar o cidadão alegando que, em tese, a defesa do mesmo, por este governo inexistente, é um "direito". Mas que piada... Os que ficarem esperando este direito vão esperar deitados num caixão.

sábado, 12 de fevereiro de 2005

Acreditou no Sistema? Tiros na Cabeça

Esta notícia representa o Brasil perfeitamente. Se você acredita no sistema e acha que ele serve para proteger sua vida e sua propriedade, você acaba com vários tiros na cabeça. Todo esse monstruoso e lento arcabouço legal que temos só serve para duas coisas: Achacar os que querem proteger a própria vida e propriedade, e ajudar os assassinos, os estupradores, os ladrões--enfim, as "vítimas" da "injustiça social". O ESTADO NO BRASIL NÃO EXISTE PARA AJUDÁ-LO. SE VOCÊ RENDEU SUA ARMA AO GOVERNO, SAIA E COMPRE UMA, E FAÇA UM CURSO DE TIRO, ANTES QUE VOCÊ TAMBÉM TERMINE COM TIROS NA CABEÇA. OU ENTÃO, MUDE DE PAÍS COM SUA FAMÍLIA. Nossa elite é doente da cabeça e a situação não vai melhorar antes de piorar muito.
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MARIDO É SUSPEITO DE ASSASSINAR DOMÉSTICA
O Globo, versão impressa, 12/2/2005

Horas antes do crime, mulher registrara queixa contra ele, por agressão, em São Gonçalo

A empregada doméstica Sandra Correia de Abreu, de 26 anos, foi assassinada com tiros na cabeça ontem de madrugada e seu corpo foi encontrado na Rua Ívio Domênico Naliato, a poucos metros de sua casa, em São Gonçalo. Horas antes, ela estivera na 75ª DP (Rio do Ouro), onde denunciara o marido, Fredson Alves Martins, de 21 anos, por agressão. Agora, ele é o principal suspeito do crime. Equipes da 75ª DP fizeram buscas ontem em São Gonçalo, Campos e Caxias--lugares onde Fredson morou--mas não conseguiram localizá-lo. O drama de Sandra começou às 8h de quinta-feira, quando o casal teve um discussão que, segundo ela, degenerou em sessões de espancamento por parte de Fredson. No fim da tarde, a doméstica procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de São Gonçalo e contou que o marido havia apontado uma arma para sua cabeça, ameaçando-a de morte. Às 21h, Sandra procurou um posto da PM próximo à sua casa, dizendo que apanhara novamente. Policiais levaram então o casal à 75ª DP. Fredson assinou um termo de autuação e foi liberado. O delegado titular da 75ª DP, José Albuquerque Magalhães Júnior, disse que Fredson responde a um processo por roubo em Campos, mas não havia como mantê-lo preso: --De acordo com a lei 9.099, crimes considerados de baixo poder ofensivo, como agressão, não prevêem prisão para os acusados--disse. Magalhães Júnior informou que o fato de o suspeito já responder a um processo não altera essa situação: --Só poderíamos fazer alguma coisa se ele tivesse sido condenado e estivesse foragido--afirmou. Segundo o registro policial, Sandra disse também que no último dia 20 sofreu um aborto em conseqüência de uma surra que o marido lhe dera.